Inovação

Histórias de um mundo que muda rápido by Paulo Henrique Lemos

Pesquei alguns exemplos da lista anual da Fluxx que me fizeram pensar.

Não sei você, mas penso que sempre é possível questionar mais, arriscar mais, fazer diferente. A íntegra da lista da Fluxx está aqui.

Inovação é movida a pessoas, não a tecnologia by Paulo Henrique Lemos

É ótimo o novo livro do Pedro Waengertner, “A Estratégia da Inovação Radical”. 

Se a sua empresa está paralisada, sem conseguir tomar decisões duras sobre o futuro, é leitura obrigatória. 

O Pedro explica a urgência da mudança e mostra os métodos usados por empresas brasileiras e estrangeiras para inovar e prosperar em cenários de incerteza. Os capítulos sobre design organizacional, cliente no centro e pensar como um investidor são particularmente ricos em exemplos e recomendações práticas.

É sempre um alívio aprender sobre inovação com alguém que está na trincheira, fazendo e ensinando a fazer, acertando e errando. É nítido o contraste com os picaretas de PowerPoint que falam de inovação em eventos por aí. 

De resto, caso você ainda tenha dúvida, o Pedro deixa claro: inovação é movida a pessoas, não a tecnologia. Sem gente de visão, que tenha apoio de quem apita e autonomia para experimentar, não rola.

Obscuros e superficiais by Paulo Henrique Lemos

Leio em um de seus obituários que Otavio Frias Filho, diretor de redação da Folha de São Paulo, "vivia se queixando de que muitos textos da Folha conseguiam a proeza de ser ao mesmo tempo obscuros e superficiais."

Obscuros e superficiais: adjetivos que descrevem com perfeição muito do que lemos e ouvimos por aí sobre marketing, tecnologia e inovação. Não deve ser por acaso.

44 desculpas para não mudar nada na sua empresa by Paulo Henrique Lemos

Do material de aula do professor Frank Cespedes, especialista em estratégia da Harvard Business School. Dica da Camille Burns. Tradução minha.

  1. Já tentamos isso antes.
  2. Nossa empresa é diferente das outras.
  3. Isso custa muito caro.
  4. Não é nossa responsabilidade.
  5. Estamos muito ocupados.
  6. Isso não é parte do meu trabalho.
  7. Essa mudança é muito radical.
  8. Não temos tempo.
  9. Não temos apoio.
  10. Somos muito pequenos.
  11. Nossa operação não suporta.
  12. Nossa equipe nunca vai topar.
  13. O sindicato vai protestar.
  14. Nunca fizemos isso antes.
  15. Isso é contra as normas.
  16. Vamos ter que contratar mais pessoas.
  17. Não temos autoridade pra decidir.
  18. Isso é acadêmico, não funciona no mercado.
  19. Temos que ser realistas.
  20. Não é problema nosso.
  21. Pra que mudar o que ainda está funcionando?
  22. Vocês têm razão, mas é que…
  23. É que vocês estão dois anos na nossa frente.
  24. Não temos as pessoas certas.
  25. Não está no orçamento.
  26. Essa idéia não funciona na prática.
  27. Vamos pensar um pouco mais sobre essa idéia.
  28. Nossa direção nunca aceitaria isso.
  29. Vamos combinar por escrito antes.
  30. A gente vai perder dinheiro no longo prazo.
  31. Isso nunca foi tentado antes.
  32. Vamos adiar isso por enquanto.
  33. Vamos criar um comitê.
  34. Mas alguém já tentou isso antes?
  35. Mas o que vocês estão dizendo é…
  36. Talvez isso funcione no seu departamento, mas não funcionaria no nosso.
  37. Nossos executivos nunca vão…
  38. Temos que avaliar melhor isso antes de agir.
  39. A gente vai se falando.
  40. Isso não vai se pagar.
  41. Alguém já deve ter tentado isso.
  42. Mas a gente sempre fez de outro jeito.
  43. Isso é complexo demais.
  44. O que nosso CEO vai dizer?

Experiência do cliente nao é centro de custo by Paulo Henrique Lemos

Ontem, numa conversa com profissionais de marketing aqui dos EUA, falávamos sobre como muitas empresas ainda tratam a inovação aplicada à experiência do cliente como centro de custo, não como investimento no futuro.

Como você já deve ter reparado, nosso mercado fala incessantemente sobre essee assunto. E fala, claro, muito mais do que faz. 

Vale lembrar que experiência do cliente (antes, durante e depois da compra) não é mais um termo da moda no mundinho corporativo. É uma questão de sobrevivência. Explico. 

Uma experiência superior gera maior percepção de valor por parte do cliente sobre o produto ou serviço. 

Uma experiência superior encurta a jornada de compra. 

Uma experiência superior fideliza.

Uma experiência superior aumenta a satisfação e estimula referrals, cross-selling e upselling. 

Caso você não tenha reparado, todos os fatores acima têm impacto direto no custo de aquisição (CAC) e no lifetime value (LTV). Ou seja, nas variáveis que determinam o crescimento do seu negócio.

Nós, profissionais de marketing, temos que ter a ousadia de reconhecer nossas próprias limitações, abraçar a experimentação disciplinada e aprender com quem mais tem a nos ensinar, porque está anos à frente de todos nós: o cliente.

Um exemplo. A Volvo lançou outro dia sua experiência de carro por assinatura. Por um valor fixo mensal, o cliente tem acesso a um carro de luxo com todas as despesas pagas, incluindo seguro, manutenção e impostos. 

Tudo descomplicado, direto pelo aplicativo no smartphone, com direito a customização de modelo e acessórios. Se vai dar certo ou não importa menos do que o simples fato de que a empresa está se mexendo, tentando entender e se adaptar a um novo tipo de comprador de automóvel.

E você, o que vai fazer de diferente hoje?