Marketing

Você é um investidor ou um apostador? by Paulo Henrique Lemos

Como diz um amigo do mercado financeiro, craque em gestão de ativos: "se você investe seus recursos sem sem objetivos claros, expectativas realistas e disciplina para tomar decisões racionais, com base nos dados, você não pode ser chamado de investidor. Você está mais para um apostador."

Lição para profissionais de marketing (em especial para quem toma decisões sobre budget e alocação): se você trata o marketing como centro de custo — e não como investimento — não venha depois querer falar em retorno.

Dois alertas sobre o conteúdo no LinkedIn by Paulo Henrique Lemos

Sobre as pragas da auto-promoção descarada e dos clichês motivacionais que assolam a minha, a sua, a nossa timeline.

"Especialistas não saem por aí gritando que são especialistas. Eles demonstram sua expertise pelas perguntas que fazem e pelo conhecimento que compartilham." (Adam Grant, professor da Wharton Business School)

"É a marca de todo charlatão explicar um conceito simples de maneira complexa." (Naval Ravikant, fundador da AngelList)

Fique de olho!

Como não desperdiçar seu budget de marketing by Paulo Henrique Lemos

Você trabalha com marketing? Então vamos começar 2019 falando do que importa.

Por que tantas empresas brasileiras ainda tratam o marketing como centro de custo?

Por que compram as tecnologias erradas na hora errada?

Por que usam tão mal os dados à sua disposição?

Por que resistem a pensar e fazer marketing respeitando o perfil e comportamento de seus clientes?

Respondo a essas e outras perguntas no podcast do Ricardo Abiz. Ouça e me diga se sou eu ou se é o nosso mercado quem está fora da realidade.

Uma dica: quem acha normal queimar o budget de marketing em ações sem impacto no crescimento do negócio não sou eu.

Quantidade versus qualidade no marketing: como (e por que) fazer menos e melhor by Paulo Henrique Lemos

Crédito da imagem: http://frank.jou.ufl.edu

Crédito da imagem: http://frank.jou.ufl.edu

Demorou, mas finalmente começamos a ver no Brasil o que já é realidade nos EUA: a mudança da quantidade para a qualidade no jeito de pensar e fazer conteúdo e SEO.

Sim, estamos falando da quantidade e da qualidade de campanhas lançadas, de posts publicados, de emails enviados, de contatos convertidos, de tantas coisas que fazem parte da rotina de uma equipe de marketing.

Há bons motivos para essa mudança. Um deles é o aprimoramento dos modelos de atribuição. Um bom modelo é capaz de identificar quais são os canais, conteúdos e interações mais importantes na jornada de compra do cliente. Com isso é possível tomar melhores decisões qualitativas sobre alocação dos recursos de marketing, apostando nas ações que têm impacto direto nos resultados.

Outro motivo é o Google. Mais exatamente, os ajustes que o Google vem fazendo nos critérios de indexação, ranqueamento e exibição de conteúdo. Por muito tempo, publicar conteúdo superficial com alta freqüência foi suficiente para gerar tráfego em busca orgânica. Como o próprio VP do produto de busca do Google faz questão de avisar, acabou a moleza. É preciso investir em qualidade.

Por qualidade, entenda-se não apenas conteúdo mais útil, interessante e aprofundado, mas também o contexto (intenção, momento) e o formato (texto, vídeo, etc.) em que ele é oferecido na experiência do cliente, o valor que ele é capaz de criar em cada interação, antes, durante e depois da compra.

Para empresas e agências, o momento é de transição. Questionar premissas, rever métodos, práticas e expectativas. Enquanto isso, compartilho com você essas três experiências recentes dos nossos parceiros da HubSpot, que mostram (com dados, claro!) um pouco do que vem por aí.

Experiência 1

O que funciona melhor: criar mais conteúdo com menos qualidade ou menos conteúdo com mais qualidade? Por seis meses, a equipe de marketing da HubSpot testou essas hipóteses no próprio blog deles. Leia aqui as conclusões.

Experiência 2

E como fica todo o conteúdo que você já publicou? Veja aqui um exemplo do impacto da otimização de posts antigos usando a estruturação de tópicos. Essa é uma nova prática de SEO, usada para estabelecer a autoridade de uma empresa perante o Google no mercado em que ela atua.

Experiência 3

Pra fechar, leia aqui sobre como diminuir a quantidade de emails enviados e, ao mesmo tempo, aumentar o engajamento da base e melhorar a qualidade dos leads convertidos para vendas. Em outras palavras, os benefícios de fazer menos e melhores campanhas.

Você se considera um profissional atualizado e bem-informado? by Paulo Henrique Lemos

Bom, pelas contas do Josh Kaufmann, a Biblioteca do Congresso aqui nos EUA tem cerca de 1,2 milhão de livros de negócios (business books) em sua coleção.

Assumindo que você leia a uma velocidade de 250 palavras por minuto e que cada livro tenha umas 60 mil palavras, levaria apenas mais de 500 anos para ler tudo — isso sem parar pra comer ou dormir. Mais: segundo a Bowker, empresa responsável por atribuir os ISBNs, outros 11 mil livros de negócios são lançados todos os anos.

Não se esqueça dos periódicos. O Wilson Business Periodicals Index monitora 527 jornais e revistas dedicados a negócios. A cada ano são publicados 96 mil novos artigos e matérias.

Inclua nessa conta os mais de 110 milhões de blogs indexados pelo Google que se dedicam a assuntos de negócios.

O que esses números sugerem é simples: ninguém mais tem todas as respostas. A complexidade dos problemas enfrentados pelas empresas excedeu a capacidade individual de qualquer profissional, por melhor que seja.

Pessoalmente, desconfio de profissionais com o discurso do "eu resolvo sozinho". Saber trabalhar de forma colaborativa e multidisciplinar, coordenando recursos dentro e fora da organização, é uma habilidade valiosa e pouco ensinada.