"Publicidade natural" no New York Times: inventando o futuro, via tentativa e erro / by Paulo Henrique Lemos

Em coluna para a Folha de hoje, Nelson de Sá fala do lançamento, ontem à tarde, do novo site do NY Times. É a primeira reformulação desde o - relativamente - remoto ano de 2006, quando Facebook e YouTube eram bebês, smartphones artigos de luxo e tablets uma miragem.

O ponto que chama a atenção é a experiência com um "novo" formato de publicidade, o tal "native advertising" (que Nelson traduz para "publicidade natural"). Funciona assim: o estúdio interno de publicidade do Times pesquisa e oferece aos anunciantes sugestões de pautas que podem ter apelo junto ao público que cada um busca. O conteúdo é produzido por freelancers, sem qualquer envolvimento da área editorial, e publicado como se fosse uma matéria qualquer, mas de maneira a deixar bem claro que se trata de conteúdo patrocinado.

É uma evolução em relação aos infames posts pagos e publieditoriais que fazem a alegria dos blogueiros mimados? Tecnicamente sim, mas isso é o que menos importa aqui. O que importa é o fato de que mais e maiores empresas acordam para a necessidade de competir por atenção investindo em conteúdo que preste, ou ou seja, que tenha utilidade para e desperte o interesse do público. Se essa experiência aponta para o futuro das publicações digitais, como pomposamente diz a CNN, ainda é cedo pra saber.

Em tempo: Nelson não toca neste detalhe, então toco eu: o conteúdo patrocinado parece seguir o manual de redação do Times.

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Veja um resumo com as principais mudanças introduzidas pelo novo design aqui. Veja um post patrocinado pela Dell no novo formato aqui.